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O que faz com que uma banda com um estilo singular e um talento inquestionavelmente acima da média encerre as atividades, pare, termine, finde, conclua, acabe, deixe de existir? Parece que todos os sinônimos possíveis não são o bastante para explicar. A impressão que dá é que a lacuna que deixa é tão grande que até às palavras é difícil aceitar, anuir, consentir, aprovar, concordar, admitir... ou qualquer outro termo que o dicionário apresente para esse sentimento de incômodo.

Foi mais ou menos o que me aconteceu ontem, dia 19 de junho de 2007, ao me deparar com a notícia de que os integrantes da Banda Shemah, certamente uma das mais gratas revelações da música católica dos últimos anos, resolveram “encerrar as atividades”.

 Segundo informações do site da banda, o show de arremate, de conclusão, de despedida acontece no próximo sábado (23), às 22h30, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Brasília-DF, cidade natal do grupo.

Porém, apesar do espanto e perplexidade iniciais, parei para pensar sobre o motivo, a causa, a razão, o porquê da decisão. E me veio uma única razão possível. Eles vão seguir outro caminho. Só pode ser... Se não for, bem que poderia ser, porque não apenas a música católica, mas a música brasileira não pode ficar sem o talento de Letícia Castro e Cia. Só pode ser isso, pensei eu. Aliás, tinha quer ser isso, melhor... alguém deveria obrigá-los a fazer isso: trilhar outro caminho.

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Na minha opinião, o lugar deles é na Música Popular Brasileira, levando uma mensagem de vida no meio de uma cultura de morte. Quem sabe não é essa a real missão da Shemah? Na verdade, eu acredito mesmo que seja. Desde que ouvi pela primeira vez o CD deles, algo apontava para mim que eles estavam à frente do nosso tempo. E quem está à frente do seu tempo, sofre, é incompreendido, mas planta sementes entre lágrimas, abre caminhos para outros que vêm depois.

Por que a música que fazemos, por falar das realidades nas quais acreditamos, tem que ser rotulada? Nós fazemos música, música brasileira... e só. Por que nossos artistas têm que ter o rótulo de músicos católicos ou cantores católicos, como se o tipo de música que eles fazem e a poesia que expressam em suas canções fossem inteligíveis apenas ao gueto dos adeptos da Igreja Católica ou, quando muito, ao nicho dos cristãos. Será que temos vergonha da nossa música?

É verdade que há músicas que são feitas para as celebrações eucarísticas, para os grupos de oração, mas Deus tem suscitado compositores que cantam a vida em forma de poesia, à altura de qualquer um dos grandes nomes da MPB.

Assim como muitos artistas cantam seus orixás, a sua fé ou a sua descrença e são respeitados como artistas que fazem música brasileira, por que nossos cantores e compositores não podem expressar o que crêem e também serem vistos como artistas do Brasil, que fazem música brasileira de qualidade, sem rótulos, sem distinção?

É preciso que alguém desbrave esse caminho. Creio verdadeiramente que Deus quer artistas com visão cristã no meio da MPB, para atingir aqueles que não vêm na Igreja, que não estão nas missas, nas paróquias. Artistas que atinjam o público em massa, que lotem estádios, que atraiam a atenção dos meios de comunicação para a mensagem que passam em seus poemas e melodias. Assim como fazem os outros...

Eu creio que essa é a missão da banda Shemah, ainda que mude de nome ou se apresente de outra forma. O lugar deles é na Música Popular Brasileira, abrindo caminhos para outras pessoas que expressam vida através da sua arte. Assim como creio que esse também seria o caminho de outros, como Maninho, por exemplo. Acredito verdadeiramente que o lugar dele é na MPB, cantando o que canta, do jeito que canta.

Parece um sonho, uma utopia? Pode ser. Mas quem disse que viver não é sonhar? Quem garante que os sonhos não se realizam? Quem falou que as realizações não transcendem as realidades imediatas? Quem afirmou que a transcendência é utópica? Quem diria que um Deus se tornaria homem para amar os homens e por eles morrer e ressuscitar? Quer loucura maior do que essa? Mas é nisso que cremos e por essa verdade muitos doam suas vidas.

Eu creio piamente que esse é o caminho que Deus está traçando para a Banda Shemah e para muitos outros artistas que hoje se rotulam de católicos, mas que sentem no coração a necessidade ardente de ir além, de romper fronteiras.

É uma decisão difícil e corajosa. Quem a toma deve sofrer as dificuldades de quem desbrava uma mata fechada. Mas alguém tem que ir adiante, assim como São Paulo, que um dia, quando todos achavam que o anúncio do Evangelho era só para os judeus, foi além, rompeu as fronteiras e sofreu com o preconceito dos próprios irmãos judeus convertidos, foi visto como traidor pelos judeus ortodoxos e era alvo do ódio dos Romanos.

Será que eles vão trilhar esse caminho? Não sei, mas acho que deveriam. Não sei também se as minhas palavras vão convencê-los disso. Mas como o nosso Senhor é verbo, é palavra, talvez Ele mesmo se encarregue disso.
Esse é o meu sonho. E bem que eles me diziam: “mesmo que tentem enterrar teus sonhos, vê se não desiste nunca”.

Alexandre Santos - Jornalista

 

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